quinta-feira, 2 de agosto de 2012

“(...) E aprendi que se depende sempre de tanta, muita, diferente gente.

Toda pessoa sempre é as marcas das lições diárias de outras tantas pessoas.

E é tão bonito quando a gente entende que a gente é tanta gente onde quer que a gente vá.
É tão bonito quando a gente sente que nunca está sozinho por mais que pense que está. (...)”
 
 
O que revela a nossa força não é sermos imbatíveis, incansáveis, invulneráveis.
É a coragem de avançar, ainda que com medo.

É a vontade de viver, mesmo que já tenhamos morrido um pouco ou muito, aqui e ali, pelo caminho.

É a intenção de não desistirmos de nós mesmos, por maior que às vezes seja a tentação.

São os gestos de gentileza e ternura que somente os fortes conseguem ter. "
 
 
 

segunda-feira, 30 de julho de 2012

"Eles sabem amar de uma forma que o ser humano passa a vida inteira tentando aprender!"


Queria ter uma máquina do tempo para ver como vou acordar no dia 3 de dezembro. Talvez com o rosto pintado, talvez coberto por uma bandeira, talvez eu nem durma.

Queria ter uma máquina do tempo para preparar o coração hoje de manhã. Avisar que esse Galo não aceita cabeça baixa em momento algum, mesmo que o placar adverso pareça irreversível. E na mesma máquina do tempo, voltaria em 1992 para pedir cuidado ao médico que trouxe Bernard ao mundo – “Coloquem-no em um berço dourado, blindado e no teste do pezinho, abençoe o que for calçar a chuteira responsável por passes e gols.”

Voltaria em 1999 para assistir Ronaldinho encantar o mundo como uma preparação para os dias de Atlético. Passaria em 2005 para avisar aos irmãos Alvinegros que os tempos ruins uma hora vão passar.

Em 2008, diria a um jovem Guilherme que a maior alegria de sua vida seria do outro lado da lagoa. Recomendaria também usar algo por baixo do pano azul, pois chegaria o dia em que ele teria repulsa pela cor.

Os dias com a sensação de outro rebaixamento, a vergonha no fim de 2011, isso eu deixaria acontecer. Talvez tenha sido tudo isso que nos deu essa sede de gritar “é campeão”, a vontade de mostrar ao país inteiro que uma camisa preta e branca, com o escudo do Galo, deve ser eternamente respeitada. Aqueles que desrespeitassem, teriam que ouvir ao fim do jogo o craque desabafar – “Tudo caladinho nessa por$#..!”

Se eu tivesse uma máquina do tempo, uma coisa é certa, no dia 3 de dezembro eu não me encontraria dormindo, pois estaria a comemorar sem hora para descansar, celebrando a simples existência do Atlético.

Mas uma máquina do tempo deixaria tudo chato.
Quero viver cada gol, cada jogo, cada batida do coração na virada emocionante. Eu quero chegar em dezembro curtindo cada momento, bom ou ruim, pois as cicatrizes também servem como troféu no alto do pódio.
Quando eu chegar à velhice, aí sim, volto no tempo para lembrar de vitórias como a de hoje, justificando toda uma vida ao lado do Clube Atlético Mineiro.


“Eu sou daquelas pessoas inseguras que volta pra ver se fechou a torneira, se a porta está trancada, se o fogão está desligado. Eu sempre fui assim, sempre precisei reafirmar minhas certezas - então, não me culpe se eu ficar perguntando se você ainda gosta de mim, umas dez vezes ao dia. Aceite-me como sou, que eu te aceito como tu és.”

terça-feira, 24 de julho de 2012


(...) Mas não sou completa, não. Completa lembra realizada. Realizada é acabada. Acabada é o que não se renova a cada instante da vida e do mundo. Eu vivo me completando... mas falta um bocado.
[Clarice Lispector]